A Qualidade dos produtos da China

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Esse post sobre a qualidade dos produtos chineses é baseado na leitura que fiz de um artigo muito bom e que eu recomendo que você leia também no site da Exame.com intitulado A China está preparada para aceitar o desafio de qualidade?  O artigo é interessante pois mostra os pontos de não qualidade no sistema chinês, como, por exemplo, as relações entre empresas estrangeiras na hora do processo de compras, a terceirização dos serviços pelas empresas Chinesas, a estrutura da administração e fiscalização do governo.



Mostra também como a Internet está sendo benéfica nesse processo de cobrança pela melhor qualidade Os consumidores chineses têm usado a rede para criticar as empresas que não atendem aos padrões de qualidade.

Segundo o artigo, o Ocidente deve ser um fator de melhoria da qualidade chinesa, seja na hora da comunicação e especificação adequada aos seus fornecedores naquele país, assim como na cobrança, o artigo cita:

A fiscalização regulatória mais rigorosa pode ajudar, mas os regulamentos mais importantes podem não estar na China. Parece existir uma correlação direta entre a aderência dos fornecedores chineses às especificações de qualidade e o nível pelo qual o setor deles é regulamentado no Ocidente. Por exemplo, o setor farmacêutico e o setor alimentício tendem a ser mais avançados na área de controle de qualidade “principalmente em função das pressões e dos incentivos no lado do cliente”, diz Pinney. Do mesmo modo, Pinney vê melhoras significativas de qualidade no setor automotivo e no setor de produtos de linha branca. Nas áreas onde as conseqüências de ineficiência são menos urgentes, os níveis de qualidade são geralmente menores. “As melhoras de qualidade são menos avançadas à medida que se desce da rede alimentícia para os segmentos mais baratos de produtos eletrônicos e brinquedos”, ele observa. “A desvantagem da má qualidade é relativamente pequena nos produtos têxteis e calçados”.

Hoje a China já é o país que mais possui certificados ISO 9001:2008 no Mundo, só em 2011 a China emitiu duas vezes mais certificados do que a quantidade que o Brasil possui atualmente acumulados em toda a sua história, foram 39.961 emitidos na China contra os 18.058 atuais do Brasil.




O Brasil hoje é um país muito dependente da China, nossas commodities estão indo para lá e estamos comprando produtos industrializados, uma "brilhante" política industrial e a China já é o nosso maior parceiro comercial, um padrão de qualidade ruim na China é um péssimo negócio para o Brasil e para nós consumidores.

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O Japão na década de 50 também era muito famoso por seus produtos de baixa qualidade, assim como hoje é a China, as técnicas de melhoria da qualidade fizeram desse pobre país em recursos naturais uma superpotência, foi um milagre japonês. Hoje, mesmo após grandes catástrofes naturais, o país é a terceira maior economia do mundo.  Será que a China conseguirá ser reconhecida também pela qualidade um dia?

Filmes de muita liderança - Gandhi - 1982

terça-feira, 22 de maio de 2012


Uma boa recomendação para quem quer assistir a um filme sobre liderança.  Ben Kingsley interpreta o advogado que enfrentou o domínio britânico na Índia e tornou-se um símbolo internacional do pacifismo e da compreensão, Gandhi é um filme de 1982 e conta a trajetória de um dos maiores homens que o mundo já viu.   Além de uma excelente lição de vida, ele tem também muito a ensinar a nós engenheiros, economistas, administradores e profissionais em geral da administração sobre liderança. 


                                                     

"Ou você faz com prazer, ou não faz"  Mahatma Gandhi 



Eu assisti a esse filme, recomendo que você também assista, foi uma boa aula de liderança. Como fazer pessoas esfomeadas e violentadas não pegarem em armas e realizarem uma repressão pacífica contra o domínio britânico num período onde o mundo viveu duas guerras mundiais?

"Olho por olho só vai fazer o mundo inteiro ficar cego", afirmou Gandhi, um líder deve acreditar em algum propósito, deve ter uma visão e lutar para que ela seja entendida e aplicada por todos.   Um líder é teimoso.  Gandhi acreditava que a violência não era a melhor forma de combater o domínio britânico, e conseguiu transmitir isso aos indianos.   

Líderes tem o poder da comunicação, ao longo do filme o discurso de Gandhi evolui e ele já consegue administrar uma grande platéia ainda contrária aos seus ideais de pacifismo. 


Quando chega a Índia, vindo da África do Sul, Gandhi é cercado por vários homens da elite indiana, interessados em sua fama desde aquele país como esperança para a sua independência, mas Gandhi diz que irá visitar o país e conhecer seu povo primeiro. O lider deve ter contato direto com todos os seus liderados, Gandhi sabe que para ter êxito na independência indiana, precisa representar o povo por inteiro e não apenas a elite indiana interessada em independência.


Líderes inspiram outros líderes  - mesmo quando Gandhi estava preso por inúmeras vezes a revolta não terminou, sempre havia alguém para falar em seu nome, um líder precisa dividir o peso com outros líderes, principalmente quando a meta é muito complexa.


Lideres não colocam outras pessoas para assumirem sozinhas seus problemas, mas compartilham o peso do objetivo, Gandhi sempre marchava a frente de seus liderados, mesmo sabendo que ele seria o primeiro a receber os golpes dos soldados ingleses.

Os generais não são os únicos que planejam campanhas, Gandhi não atuou sozinho, mas com a ajuda de outras pessoas. Logicamente todo líder precisa de seus conselheiros para organizar as idéias e por em prática um plano.

Líderes precisam ser sábios, a sabedoria de um líder faz toda a diferença.


Veja algumas frases marcantes de Gandhi

"Podem torturar o meu corpo, quebrar os meus ossos e até me matar.  Então eles terão o meu cadáver, mas não a minha obediência."

"A pobreza é a pior forma de violência."

"Ou você faz com prazer, ou não faz".

"Olho por olho só vai fazer o mundo inteiro ficar cego".


Long live Mahatma Gandhi!

Artigos em Engenharia de Produção, Finanças e Economia

domingo, 20 de maio de 2012

Todo domingo no Blog da Engenharia de Produção agora é assim, vamos separar cinco artigos relacionados a nossa área de atuação para que você possa começar a semana lendo e refletindo sobre as principais técnicas e conceitos nessa área do conhecimento. Contamos com o seu apoio, re-enviando este e-mail para outras pessoas ligadas a nossa área de atuação para fortificarmos ainda mais essa corrente.

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Livro Eletrônico sobre Matemática Financeira


Quer aprender a escolher as melhores opções na hora de realizar investimentos?  Quer ter uma noção sobre fluxo de caixa e juros compostos?  Quer conhecer os sistemas de amortização mais utilizados em financiamentos de imóveis e veículos?  Então você precisa conhecer mais sobre matemática financeira para tomar melhores decisões em sua vida pessoal e profissional.   (Leia mais)


O conceito de Estratégia Empresarial no contexto da Engenharia de Produção



Recentemente, re-lendo meu Trabalho Final de Conclusão de Curso em Engenharia de Produção na Universidade Federal Fluminense, achei relevante publicar aqui uma síntese dos conceitos de Estratégia Empresarial que fizemos na época.  Pesquisamos em livros de autores como Porter, Luecke, Kaplan e Norton e Nigel Slack.  O resultado você pode conferir nos parágrafos a seguir.    (Leia mais)


Colocando em Prática o Just in Time


Neste post vamos falar em como por em prática o Just in time, a relação com fornecedores, as atividades produtivas, dentre outras metodologias para fazer com que as metas do JIT sejam melhoradas continuamente.   (Leia mais)


África e Engenharia de Produção - Made in Angola

O Blog da Engenharia de Produção tem recebido visitas de Portugal e de Angola, e algumas vezes já interagimos com leitores desses países, o idioma, assim como a paixão pela gestão da qualidade nos une e o nosso blog está sempre de portas abertas para informar  e trocar experiências com pessoas de qualquer lugar do mundo.  (Leia mais)



O Benchmarking é um processo de melhoria contínua utilizado para comparar resultados, produtos ou práticas entre uma ou mais organizações que podem competir ou não no mesmo mercado. Em certos casos pode ser realizado dentro da própria organização entre diferentes setores. É atribuído a Xerox Corporation a criação do termo Benchmarking na década de 80.   (Leia mais)


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Engenharia de Produção e Networking - crie uma rede de qualidade

sexta-feira, 18 de maio de 2012


Networking é uma expressão usada para denominar a rede de contatos pessoais e profissionais, onde se tornou essencial para quem quer se manter ativo no mercado de trabalho. Segundo Coelho (2006) o networking é apenas mais uma ferramenta, que só será eficaz se vincularmos seu conceito de cultivar e promover boas relações, baseado em conduta ética e valor de troca, às competências, às habilidades e às atitudes de um profissional. 



Ainda para Coelho (2006) a ética é primordial em tudo, assim como também na networking. Networking não é conhecer pessoas para usufruir do que elas podem oferecer e ponto final. Deve ser baseada na lei do ganha-ganha. Precisamos sempre nos lembrar de que uma moeda tem dois lados. É importante que resgatemos a conduta ética, o respeito pelo o outro. Esses valores precisam ser claros, são eles que vão nos tornar visíveis, que farão com que os contatos que adquirimos ao longo de nossa trajetória permaneçam. Nossas ações devem ser o reflexo de nossas palavras e vice-versa. Não dá para falarmos de relação com o outro sem ética, sem transparência. Uma boa rede deve ser sempre pautada nos atos de valorizar e respeitar as pessoas, no desejo sincero de ajudar. 

Segundo Moraes (2005) o verdadeiro networker é quase religioso (amai-vos uns aos outros), é meio comunista (dividindo a riqueza com seus iguais), é um andarilho (não tem medo de gente, se misturando mesmo a mais heterogenia platéia). Existe uma lei universal que rege o conceito do network: “Tudo que você der ao universo, voltará para você”!

Lendo uma matéria da VOCÊ S/A sobre Networking de Qualidade muito interessante, a qualidade vale muito mais do que a quantidade, não adianta ter uma rede de +500 contatos no linkedin se você não mantém relação forte com todos eles.  O artigo apresenta que em um ano o máximo que podemos nos relacionar é com 150 contatos, apenas isso.

Sugere que os relacionamentos não sejam apenas baseados em interesse e sejam sempre com uma experiência de troca, você deve dialogar com seu amigo, deve ouvi-lo e dar contribuições também.  Não adianta colecionar cartões se você não tem um vínculo forte com o dono do cartão.

A reportagem da Você S/A sugere:



Eu mesmo já vi gente no Linkedin dizendo: "Bom dia amigos, poderiam conseguir um emprego para  minha amiga Fulana de Tal que está precisando de um emprego."  Acho que esse tipo de abordagem contraria as boas práticas do networking. Como vou indicar para uma vaga de emprego uma pessoa que eu nem conheço, apenas porque ela está precisando de uma vaga? Acho que a abordagem deve ser mais proativa.

No site Algosobre.com.br encontro uma série de 16 dicas sobre como melhorar seu networking, veja a seguir:


Dica 1 - desenvolva interesse genuíno pelas pessoas que pretende incluir em sua networking. Não procure as pessoas apenas quando estiver precisando de favor.
Dica 2 - esteja sempre disponível para ajudar as pessoas de sua rede na medida de suas possibilidades, e sempre retribua um favor na mesma "moeda".
Dica 3 - tornar-se palestrante ou professor ajuda a criar um ciclo de contatos.
Dica 4 - frequentar cursos, palestras e convenções coloca o profissional em contato com pessoas de diversos setores.
Dica 5 - participar de associações, comitês e entidades gera muitos contatos profissionais.
Dica 6 - procure fazer contatos com pessoas de áreas diversas de seu setor de atividade.
Dica 7 - turbine a utilização de seu cartão de visita, utilize-o de maneira dinâmica.
Dica 8 - faça contatos personalizados, evite mandar e-mails para diversas pessoas ao mesmo tempo.
Dica 9 - quando indicar uma pessoa para outra de sua networking, avise antes, apresente-as.
Dica 10 - faça contatos frequentes, uma boa dica é criar um networking no MSN e, sempre que possível, esteja presente trocando ideias com este grupo.
Dica 11 - evite falar muito nas conversas, procure ouvir mais e obter informações e conhecimento sobre as pessoas.
Dica 12 - procure mostrar sempre que você pode ser útil à sua rede de contatos.
Dica 13 - avise sempre o que está fazendo profissionalmente, seja trocando de emprego, realizando um novo empreendimento, escrevendo artigos, dando entrevistas, etc.
Dica 14 - tenha um blog e convide todos de sua rede de relacionamento para visitá-lo e contribuir com artigos e notícias.
Dica 15 - esteja sempre disponível para sua networking.
Dica 16 - lembre-se do nome das pessoas e data de aniversário.



Seguindo essas dicas você poderá desenvolver uma boa rede de contatos.



Fontes:



http://pt.oboulo.com/network-a-sua-rede-de-contatos-21435.html
http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/networking-qualidade-538947.shtml
http://www.algosobre.com.br/marketing/16-dicas-de-networking-ou-rede-de-relacionamentos.html





Aproveite então para:

Os empreendedores do Brasil precisam arriscar mais?

quinta-feira, 17 de maio de 2012


Quando falamos em empreendedorismo, uma das características do empreendedor que devemos considerar é a capacidade de conviver com riscos.  Os empreendedores são pessoas que apostam seu dinheiro, seu tempo e tudo mais que possuem em suas idéias que, um dia,  se transformarão em projetos, empresas e resultados. Mas quem garante o sucesso dessas idéias? As pessoas que aprendem a gerenciar o risco, planejar as alternativas, estudar o mercado, terão mais chances de sucesso no mundo dos negócios.

Recentemente assisti a um vídeo curto, com duração de pouco mais de um minuto, onde o empresário Eike Batista afirma que os brasileiros têm uma certa dificuldade em assumir riscos, fomos criados numa cultura onde o Estado é o principal empregador da economia e as pessoas optam por realizar um concurso público ao invés de abrir uma nova empresa.

Ou seja, os brasileiros são mais reativos a economia do que pro-ativos.  Percebo que o empreendedorismo no Brasil é mais ligado a necessidade financeira de empreender para manter o sustento e necessidades básicas do empreendedor.  Poucos são os visionários e apaixonados por idealizar e implementar novos negócios. Aqui, são maiores os casos de empreendedores por necessidade do que por afinidade.

O Brasil vive um momento de grandes oportunidades e temos que adotar a postura chinesa,  investir pesado e empreender para conseguir melhores resultados em nossa economia.

E esse ambiente empreendedor dependerá, é claro, da educação e treinamento tanto em escolas quanto em universidades e de incentivos a um ambiente de empreendedorismo no Brasil.

Certa vez, listei no Total Qualidade um conjunto de videos muito interessantes sobre empreendedorismo que mostram seus principais conceitos, a postura do empreendedor e seus desafios, que você poderá assistir clicando aqui.

E você, o que pensa a respeito disso?

O conceito de Estratégia Empresarial no contexto da Engenharia de Produção

quarta-feira, 16 de maio de 2012





Recentemente, re-lendo meu Trabalho Final de Conclusão de Curso em Engenharia de Produção na Universidade Federal Fluminense, achei relevante publicar aqui uma síntese dos conceitos de Estratégia Empresarial que fizemos na época.  Pesquisamos em livros de autores como Porter, Luecke, Kaplan e Norton e Nigel Slack.  O resultado você pode conferir nos parágrafos a seguir.

DEFINIÇÕES DE ESTRATÉGIA

Para Luecke (2009), estratégia (do grego strategos) é um termo militar, usado na descrição da arte do general. Refere-se ao plano do general para dispor e manobrar suas forças, com o objetivo de derrotar um exército inimigo.

Para Porter (1980), “estratégia é uma fórmula ampla para o modo como uma empresa vai competir.”.

Para Slack et alii (1997), estratégia é o padrão geral de decisões e ações que posicionam a organização em seu ambiente e que pretendem alcançar suas metas de longo prazo. Uma estratégia possui conteúdo e processo. O conteúdo de uma estratégia diz respeito às decisões específicas que são tomadas para alcançar objetivos específicos. 

O processo de uma estratégia é o procedimento que é usado dentro de uma empresa
para formular sua estratégia.



FORMULAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS

Cada empresa que compete em uma indústria possui uma estratégia competitiva, seja ela explícita ou implícita, segundo Porter (1980). Essa estratégia tanto pode ter se desenvolvido explicitamente, por meio de um processo de planejamento, como ter evoluído implicitamente, por meio das atividades dos vários departamentos funcionais da empresa.

Para Slack et alii (1997), quando as empresas desenvolvem estratégias, precisam considerar dois conjuntos de questões, que são separados, mas justapostos. O primeiro diz respeito ao que se conhece sobre o conteúdo da estratégia. São as estratégias e ações específicas que se constituem no sujeito do processo decisório, ou melhor, são as questões “o que?” da estratégia, os pontos sobre os quais as decisões são tomadas. O segundo conjunto de questões relaciona-se com o processo de como essas estratégias são, de fato, determinadas na empresa. O processo de estratégia governa os

procedimentos e os modelos que são adotados para tomar as decisões estratégicas – as questões “como?” da estratégia.


As cinco Forças de Porter

Segundo Porter (1980), o grau da concorrência em uma indústria depende de cinco forças competitivas básicas, que são apresentadas na figura 2. Todas as cinco forças competitivas, em conjunto, determinam a intensidade da concorrência na indústria, bem como a rentabilidade, mas a força – ou as forças – mais acentuada predomina e torna-se crucial, do ponto de vista da formulação de estratégias.

As empresas terão, cada uma, pontos fortes e pontos fracos peculiares, ao lidarem com a estrutura da indústria, e esta pode mudar – e realmente muda – gradativamente ao longo do tempo. Contudo, o seu entendimento deve ser o ponto de partida para a análise estratégica.


As cinco forças de Porter
Fonte: Porter (1980)

Análise SWOT

As opções estratégicas disponíveis para a empresa surgem do processo de olhar para fora e para dentro, Luecke (2009). Entre os planejadores estratégicos, essa análise recebe o acrônimo SWOT: Forças, Fraquezas, Oportunidades, Ameaças (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats)

• As forças são capacidades que permitem que sua empresa ou unidade tenha um bom desempenho; capacidades que precisam ser alavancadas.

• As fraquezas são características que impedem que sua empresa ou unidade tenha um bom desempenho e que precisam ser abordadas.

• As oportunidades são tendências, forças, eventos e ideias das quais sua empresa ou unidade pode tirar proveito.

• As ameaças são eventos, ou forças possíveis, que estão fora de seu controle e que requerem de sua empresa ou unidade planejamento ou decisão de como mitigá-los.

Considerar os fatores externos e internos é essencial, porque eles esclarecem o mundo em que opera a empresa ou unidade, permitindo planejar melhor o futuro desejado.




Análise Swot
Fonte: Luecke (2009)


2.1.3 BALANCED SCORECARD

Segundo Kaplan e Norton (1997), o balanced scorecard traduz missão e estratégia em objetivos e medidas, organizados segundo quatro perspectivas diferentes: de finanças, do cliente, dos processos internos e do aprendizado e crescimento. O scorecard cria uma estrutura, uma linguagem, pra comunicar a missão e estratégia, e utiliza indicadores para informar os funcionários sobre os vetores dos sucessos atual e futuro. Ao articularem os resultados desejados pela empresa com os vetores desse resultado, os executivos esperam canalizar as energias, as habilidades e os conhecimentos específicos das pessoas na empresa inteira, para alcançar as metas de longo prazo.

O Balanced Scorecard é mais do que um sistema de medidas táticas ou operacionais. Empresas inovadoras estão utilizando o scorecard como um sistema de gestão estratégica para administrar a estratégia em longo prazo. Elas adotaram a filosofia do scorecard para viabilizar processos gerenciais críticos:



1. Esclarecer e traduzir a visão e a estratégia;
2. Comunicar e associar objetivos e medidas estratégicas;
3. Planejar, estabelecer metas e alinhar iniciativas estratégicas;
4. Melhorar o feedback e o aprendizado estratégico.



Balanced Scorecard
KAPLAN e NORTON (1997)


Kaplan e Norton também confirmam que “o verdadeiro poder do BSC ocorre quando deixa de ser um sistema de medidas e se transforma em um sistema de gestão estratégica”.

Para Luecke (2009), a implementação descreve as medidas concretas que traduzem a intenção da  estratégia em ações que produzem resultados. Essa implementação requer atenção gerencial  contínua em todos os níveis. Ao contrário da criação da estratégia, que é orientada para a empresa e o mercado, a implementação é orientada para operações.


FONTES:


LUECKE, R. Harvard Business Essentials. Estratégia: Criar e implementar a melhor estratégia
para seu negócio. Rio de Janeiro, Record, 2009.


SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da Produção. 2.a edição. São
Paulo. Atlas, 2002.


KAPLAN, R.S; NORTON, D.P. A Estratégia em Ação. 11.ª edição. Rio de Janeiro. Campus,
1997.


PORTER, M. Estratégia Competitiva: Técnicas para análises de indústrias e concorrências.
Rio de Janeiro. Campus, 1996.









Conceitos Eficiência e Eficácia na Engenharia de Produção

terça-feira, 15 de maio de 2012




Os conceitos de eficácia e eficiência da administração algumas vezes são utilizados como sinônimos por pessoas que não são da área de gestão, porém os seus significados têm representações e objetivos   diferentes.  A eficácia diz respeito ao atendimento aos resultados pré-estabelecidos, dizemos que uma empresa é eficaz quando consegue atingir aos seus objetivos, ou as expectativas de seus clientes, ou qualquer outro resultado definido.  A eficiência diz respeito a utilização otimizada dos recursos, dizemos que uma empresa está se tornando mais eficiente quando está utilizando melhor os seus recursos, por exemplo, reduzindo seus desperdícios.

Para Antonio Cury, no livro Organização e Métodos, uma visão holística da Editora Atlas. São Paulo, 2007.

Eficiência é alcançada, quando o executivo manipula de forma adequada, os insumos de que necessita para atingir seus produtos.

Eficácia é atingida quando, sendo eficiente, o gerente atinge seus produtos, de maneira apropriada, como programado.

As definições da NBR ISO 9000:2005 - Sistemas de Gestão da Qualidade - Fundamentos e Vocabulários são as seguintes:

Eficiência - Relação entre o resultado alcançado e os recursos usados.

Eficácia - extensão na qual as atividades planejadas são realizadas e os resultados planejados, alcançados.

Ou seja, a eficiência diz respeito ao caminho para se chegar no resultado, e a eficácia em se atingir o resultado.

Não me lembro onde li isto, por isso não poderei citar o autor, mas certa vez vi um comentário que a seleção brasileira de futebol de 1994 foi mais eficaz do que a seleção de 1982.  A seleção de 1982 era mais eficiente, conduzia melhor a bola, aproveitava melhor os espaços do campo, criava jogadas geniais e impensáveis, porém foi a seleção de 1994, não tão eficiente com as bolas nos pés que ficou com a copa, por isso, foi a mais eficaz.

Não adianta ter um super sistema logístico, softwares avançados, profissionais treinados se você não atingir as expectativas do seu cliente em seu mercado.

Veja através da figura a seguir um esquema que ilustrei desses conceitos:


A Empresa A percorre um caminho mais otimizado que a Empresa B para atender as expectativas do cliente, ela vai direto ao ponto.  Se fosse uma empresa de distribuição de água, poderíamos dizer que a empresa A possui caminhões menos poluentes, que deixam vazar menos água, que consomem menos combustível, que possuem uma confiabilidade superior, possui custos de mão de obra reduzidos aos da empresa B, ou seja, é mais eficiente.

Já a empresa C se mostra pouco eficiente pois desvia-se de sua trajetória e não consegue ser eficaz pois não atende as expectativas de seus clientes, é o pior caso entre as três empresas.

O que o gerente então deve fazer?

Criar indicadores que monitorem essas duas variáveis, o ideal é que se possua um sistema completo com políticas, objetivos, metas, pessoas, treinamentos, procedimentos, manuais e tudo mais o que for preciso para que incessantemente ocorra a melhoria contínua da eficácia e da eficiência.

Um Sistema de Gestão da Qualidade, como o sistema proposto pela norma ISO 9001:2008 quando adequadamente implementado permite que uma organização:

Seja mais eficaz - quando atende plenamente os requisitos de seus clientes, produzindo os resultados esperados.  Isso gera um aumento da satisfação dos clientes, a empresa fica melhor percebida no mercado, retém clientes, ganha indicações e com isso a receita aumenta.

Seja mais eficiente - quando reduz os custos da não qualidade e melhora continuamente o seu ambiente produtivo, aumentando a sua capacidade de produzir melhores produtos com uma redução considerável de custos.



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Por isso, trabalhe incessantemente na busca pela melhoria contínua da eficiência e da eficácia.


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